Deputado Vitor Lippi defende serviço de teleassistência como meio de proporcionar segurança e autonomia ao idoso

11 de Agosto de 2015, 20:30

Pesquisas mostram que o brasileiro está vivendo
mais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
expectativa de vida do brasileiro é de 74,6 anos e em 2050 pode chegar a 80,7
anos.

Avaliando o quadro, a Comissão de Seguridade
Social e Família realizou audiência pública nesta terça-feira (11) para
discutir o programa de teleassistência ao idoso, proposto pelo deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC) no PL 7179/14. Os expositores falaram
sobre a adoção do sistema para facilitar o socorro de pessoas idosas que vivem sozinhas e precisam
do apoio de terceiros. 

Médico, o deputado
federal  Vitor Lippi (PSDB-SP), que é membro da Comissão, ressaltou o
aumento da expectativa de vida e a necessidade de se discutir a acessibilidade,
os equipamentos públicos e o uso da tecnologia para o bem-estar da população.

Para Lippi,
a teleassistência garante autonomia e segurança aos idosos e seus familiares.
“Com a ausência do equipamento teremos idosos machucados, inseguros, e que
acabarão tendo o custo de contratar alguém ou pagar um local para morar”,
afirmou.

O
coordenador do serviço de atenção domiciliar da Secretaria de Saúde de Santos
(SP), Devanir Paz, explicou detalhes do sistema adotado com sucesso na cidade.
A pessoa idosa que tiver algum problema pode entrar em contato com um atendente
que tem acesso aos dados de familiares ou outras pessoas que possam prestar auxílio.
Ele pode ainda acionar serviços de saúde ou polícia, quando necessário.

De acordo
com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, 42,3% das
pessoas que moram sozinhas têm mais de 60 anos. Em 1992, era 1,17 milhão e em
dez anos esse número teve um aumento de 251%, passando para 3,7 milhões em
2012. Atualmente o total da população idosa do Brasil corresponde a 29,4
milhões de pessoas.

Para o
deputado sorocabano, o uso da tecnologia para o bem-estar desta importante
parcela da população é de extrema importância e deve fazer parte das agendas
políticas.

“Estamos
usando uma tecnologia com relação custo-benefício muito favorável. O
equipamento deve fazer parte das políticas públicas de valorização do idoso”,
completou Lippi.