NOTA À IMPRENSA - VITOR LIPPI COMENTA SOBRE O RELATÓRIO DA CPI DO LIXO EM SOROCABA

16 de Abril de 2015, 16:30

Fiquei surpreso com o resultado da “CPI
do Lixo” que no relatório final afirmou que parte dos problemas do lixo em
Sorocaba é de responsabilidade da minha administração. A surpresa se dá pelo
fato de que eu e todas as equipes que acompanharam essa questão trabalharam
dentro da legalidade, com responsabilidade social, fiscal e ambiental, evitando
prejuízos para nossa cidade e para a população.

É de conhecimento daqueles que acompanham
a legislação ambiental brasileira que para se conseguir uma autorização para
utilizar um novo espaço destinado a aterro sanitário é preciso considerar uma
série de fatores.

Esse esforço, que durou mais de 10 anos,
foi iniciado antes mesmo do meu mandato como prefeito, enquanto eu ainda era
secretário da saúde do município. Um novo aterro sanitário só é autorizado no
Brasil após a liberação de várias de licenças que dependem de questões como:
área superior a um milhão de metros quadrados, o que não é apenas uma
exigência, mas uma necessidade, além da localização ideal, impacto ambiental e
social entre outros fatores.

Considero como positivo o fato de
Sorocaba não ter conseguido a liberação de uma nova área para a instalação de
aterro sanitário. Sabemos hoje que esses aterros já não são a melhor solução
para o descarte apropriado de resíduos pois, se tornaram obsoletos e causam
problemas para o presente e também para o futuro.

Um aterro sanitário, em média, tem vida
útil de aproximadamente 25 anos, gerando desvalorização do entorno e gastos com
acompanhamento técnico de toda área não apenas durante o período de atividade
do local como também pelos próximos 25 anos subsequentes, gerando um alto custo
operacional.

Como membro
titular da Frente Parlamentar Ambientalista, avalio que, a melhor opção para o
descarte de resíduos sólidos sejam as usinas de tratamento de lixo, já
utilizadas em diversos lugares do mundo, com ocupação muito menor de espaço e
menor impacto ambiental.

Acredito que essa solução das usinas deva
caminhar em conjunto com o reforço da coleta seletiva de lixo como forma de
reduzir a quantidade do material descartado e utilizando os materiais
recicláveis para geração de emprego e renda. Inclusive no meu mandato como
prefeito auxiliei na criação de cooperativas, beneficiando centenas de famílias
e gerando resultados imensuráveis do ponto de vista ambiental e da inclusão
social.

Durante o processo, a área em melhores
condições e com menos danos ambientais, afastada de áreas urbanas e com solo
adequado, ficava em uma área considerada de amortecimento da FLONA e isto
trouxe uma complexidade muito maior para a aprovação, o que acabou não
ocorrendo.

E durante meus
dois mandatos como prefeito, tive todo o apoio e dedicação das minhas equipes,
que fizeram o possível, com horas dedicadas ao estudo da matéria, encontrando
soluções como a de utilizarmos o aterro de Iperó, que gerou redução de custos
operacionais e também evitou prejuízo ambiental pelo fato de não termos
conseguido alvará para um aterro sanitário dentro de Sorocaba.

Aproveito para dizer que durante o
processo da CPI, fiquei à disposição para esclarecimentos, bem como
funcionários que acompanharam e se dedicaram a esse desafio.

Reafirmo que é preciso continuar pensando
em novas soluções para a destinação do lixo, com foco principalmente em usinas
de tratamento, coleta seletiva que hoje são a maneira mais moderna e com menor
impacto ambiental em todo o mundo.

 

Vitor Lippi

Deputado Federal