Vitor Lippi comemora aprovação de projeto que autoriza a produção e uso da foestoetanolamina

10 de Março de 2016, 17:30

Com voto favorável do
deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), o Projeto de Lei 4639/16, que autoriza a
produção e uso da substância conhecida como “pílula do câncer”, a fosfoetalonamina
sintética, foi aprovado no Plenário da Câmara, antes mesmo do parecer da
Anvisa. 

Para o deputado
sorocabano, a liberação da substância aumenta a confiança daqueles que estão em
tratamento. “A fosfoetanolamina é mais uma alternativa no controle ou, quem
sabe até, na cura do câncer e isso traz muita esperança aos brasileiros que
convivem com casos da doença na família”.

A fabricação e utilização
da “pílula do câncer” foi aprovada antes mesmo da conclusão dos estudos que
permitam à Anvisa conceder o registro definitivo de medicamento à sustância.  

A necessidade de aprovação
começou a ser discutida na Comissão de Seguridade Social de Família, da qual o
deputado Vítor Lippi é membro. Após uma série de debates e seminários com
importantes nomes da medicina, a substância foi definida como de relevância
pública e sua produção, distribuição, prescrição, dispensação e uso poderão
ocorrer mesmo sem registro sanitário.

Para Lippi, a autorização
aprovada em Plenário atende ao clamor popular, que teve apoio do governador de
São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), que desde o ano passado tem trabalhado na
questão junto aos parlamentares e a Anvisa. 

A fosfoetanolamina é
pesquisada pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São
Paulo, há quase 20 anos. Os resultados podem variar de acordo com o sistema
imunológico de cada paciente, mas, pacientes em tratamento já sinalizaram
significativas melhoras e alguns relataram até cura. O medicamento vinha sendo entregue
a pacientes em tratamento de forma gratuita no campus da universidade, em São
Carlos e parou de ser distribuída por conta da portaria da Anvisa que determina
que substâncias experimentais tenham todos os registros antes de serem
disponibilizadas à população. A substância é definida como de relevância
pública e sua produção, distribuição, prescrição e uso poderão ocorrer mesmo
sem registro sanitário, o que sustentou a aprovação pelos parlamentares.

Com a decisão da Câmara dos Deputados, a distribuição
será retomada sem que haja necessidade de ações judiciais, o que gera grande
desgaste aos pacientes e seus familiares.