Vitor Lippi presidirá Subcomissão Especial que vai avaliar os serviços de telefonia móvel e TVs por assinatura

21 de Maio de 2015, 18:30

O deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP) foi
eleito nesta quinta-feira, (21), presidente da Subcomissão especial, proposta
por ele e que vai monitorar, avaliar e buscar soluções para os recorrentes
problemas relacionados aos serviços de telefonia móvel e TVs por assinatura.

A subcomissão é parte da CCTI - Comissão de
Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Dados da Anatel,
órgão que regula as prestadoras de telefonia no Brasil, mostram que o IDA (Índice
de Desempenho no Atendimento), que faz análise da quantidade de reclamações
recebidas, aponta que as quatro maiores prestadoras de telefonia móvel do
Brasil não cumprem com metas estabelecidas e continuam desrespeitando o consumidor,
mesmo com os registros de queixas por parte dos usuários.

Na opinião de Lippi, é preciso melhorar os
serviços, especialmente os de telefonia, que tem uma das tarifas mais altas e
um dos piores serviços. “Praticamente 100% dos brasileiros avaliam, a telefonia
celular do Brasil como muito ruim. Todos nós temos reclamações em todas as
cidades, nas estradas, nos bairros, por queda de sinal, custos elevados e
dificuldades em interpretar a fatura, em saber exatamente o que estamos pagando”.

A
subcomissão especial irá analisar, discutir e buscar, junto às operadoras e
agências reguladoras, sanar as principais queixas dos consumidores, cobrando
soluções e cumprimento das metas estabelecidas.

O
deputado sorocabano destaca que o trabalho da subcomissão será fundamental na
luta por serviços adequados e que respeitem o consumidor. “É necessário que
intensifiquem a fiscalização para que possamos exigir melhorias para esse
serviço. A comissão terá um papel importante e vamos chamar as prestadoras e os
órgãos fiscalizadores do governo para entender porque o serviço é tão ruim”.

Dados
da Anatel aponta um crescimento de número de linhas celulares no Brasil em 3,5%
no último ano. O país tem mais de 280 milhões de telefones móveis habilitados.
Desse total, os acessos pré-pagos, que tem as tarifas mais caras e geralmente
está entre os serviços contratados pelos mais carentes, totalizaram 212,93
milhões (75,8%) e os pós-pagos, 67,8 milhões (24,1%).

Para Lippi, além das
multas, o governo deveria punir severamente as prestadoras de serviços e até
caçar as concessões, que são públicas, mas para isso, a subcomissão quer
entender de quem é a responsabilidade, quem está deixando de fazer a sua parte
e causando transtornos e prejuízos para a população brasileira.