Vitor Lippi vota contra a Medida Provisória que reduz acesso ao seguro desemprego

14 de Maio de 2015, 20:30

Por 277 votos a favor e 178 contra, a MP que
limita regras para pensão por morte foi aprovada e com isso, o benefício além
de impor carências, limites por idade do beneficiário, agora só será concedida
mediante comprovação de dois anos de casamento ou união estável. Lippi e o PSDB
foram contrários a Medida Provisória que faz
parte do ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma (PT).

Com a nova regra,para o cônjuge com menos de 21 anos, a pensão será paga por apenas
três anos. De 21 a 26 anos, por seis anos apenas. Na faixa 27 e 29, por dez anos e entre
30 e 40 anos, por 15 anos. Já na idade de 41 a 43 o benefício será pago por 20 anos; e com 44 anos ou
mais a pensão permanece vitalícia.

Durante campanha à reeleição, ano passado, a presidente
Dilma prometeu não mexer nos direitos dos trabalhadores nem que a “vaca tussa”.
Para o deputado sorocabano, o partido que se diz dos trabalhadores, está
traindo a classe que sempre os apoiou e agora, os aposentados e pensionistas.
“É um verdadeiro desrespeito aos milhares de aposentados, trabalhadores e
idosos do país. É preciso tratar com dignidade aqueles que contribuíram e
contribuem para o desenvolvimento do Brasil”.

A oposição conseguiu reverter parte do pacote
de maldades do governo Dilma, aprovando a emenda que dá alternativa ao
trabalhador de aplicar a regra 85/95 em vez do fator previdenciário. Com a
regra a mulher poderá se aposentar quando a soma de sua idade mais 30 anos de
contribuição for de 85. Para os homens, calcular a idade mais 35 anos de
contribuição e a soma chegar a 95.

Vitor Lippi comemorou
a derrota ao Planalto, em votação apertada, por 232 votos a 210, e afirma que é
preciso conter os desmandos do governo contra o trabalhador. “Esperamos que a
vitória conseguida na Câmara aconteça também no Senado e no governo. Não
podemos admitir mais uma vez que os mais humildes, os trabalhadores do Brasil
sejam prejudicados”.